| Sobre o Tao e o Taoísmo |
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O verdadeiro Tao é invizível. Tudo aquilo que é percebido pelos sentidos, todos os desejos do ego são irreais. O Tao é o principio do céu e da terra. Um gerou dois, dois gerou três, três gerou a multiplicidade e a multiplicidade retorna ao um. Eis o Tao. Por isso, Tao é Deus, pois é a origem de tudo: os mares, os pássaros, os continentes, o clima, o sol e a lua, a vida e a morte. O termo Taoísmo é formado pelos ideogramas chineses Tao e Diao. Tao significa caminho, exprimindo a idéia de origem de todas as coisas, e Diao significa ensinamento. É uma tradição ancestral que revela a origem de todas as coisas. É uma religião natural que se baseia na observação e na concordância com a ordem orgânica das coisas, desde os movimentos planetários e a sucessão das estações até os nossos sentimentos e funções mentais. Os mestres Taoístas observavam a natureza e procuravam compreender seus recursos e atuar segundo o Wu Wei, o “não agir”, ou o agir sem agir. Agir sem agir significa fazer as coisas sem colocar qualquer esforço ou tendência egóica no ato, seguindo-se apenas o curso natural da ação. Mas isto não significa que deve-se ficar sem fazer nada, como retrata este antigo texto Taoísta: “Não confunda as palavras, quando Lao Tse falou de Wu Wei, o não-agir, não se referia à simples inação, ao contentamento preguiçoso dos olhos fechados, mas à inação dos movimentos terrestres, dos desejos, das aspirações àquilo que é desprovido de realidade, e não a ação das coisas reais. Na verdade, Wu Wei é uma das atividades mais energéticas da alma, que precisa libertar-se da miséria da carne e da mente formal, assim como um pássaro cativo de uma gaiola. Muitas vezes tentamos seguir e insistir em caminhos e escolhas que não são “originais”, e sim emprestadas pela cultura, educação ou meio ambiente ao qual fomos educados. Muitas vezes não alcançamos nossos objetivos e nos sentimos frustrados. Muitas vezes alcançamos nossos objetivos e também nos sentimos frustrados por não seguirmos o nosso coração ou a nossa ”verdade”. Neste momento, perdemos a naturalidade e fazemos o que não é real. Ouvir o coração significa nos conectar ao nosso verdadeiro caminho. Respeitar e seguir o fluxo natural dentro e fora é estar de acordo com a suprema consciência divina que reside dentro de nós.
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